CES/MG realiza visita ao Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena

Na sexta-feira, 6 de fevereiro, a presidenta do CES/MG, Lourdes Machado, a coordenadora da Comissão Estadual de Reforma Psiquiátrica (CERP) Leida Uematu e outros membros da Comissão (Andreza Fernandes Alves, Ren Fusaro Camey e Pedro de Paula Teixeira) realizaram visita ao Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), unidade da Fhemig.  

Os integrantes do CES foram recebidos pelo Secretário Municipal de Saúde de Barbacena, Gustavo Ferreira Sousa, pelo diretor da Instituição, Claudinei Emídio Campos, pelo Superintendente de Saúde da Macrorregião Centro Sul, Renato Soares dos Reis, dentre outros. 

A finalidade dessa visita foi acompanhar o processo de desinstitucionalização dos últimos 16 moradores do hospital colônia para uma residência terapêutica no município de Barbacena. 

“São pessoas acamadas, com graves comorbidades, remanescentes dos horrores do manicômio. É necessária e urgente a reparação histórica relacionada aos hospitais psiquiátricos no Brasil. Precisamos reconhecer, documentar e compensar os abusos e violações de direitos humanos e de supostos tratamentos cometidos contra pacientes durante décadas”, ponderou a presidente do CES Lourdes Machado. 

“Infelizmente, no dia 2, faleceu mais 1 paciente do CHPB. Hoje, são 16 vidas estão resistindo, aguardando a tão esperada “alta”. Por isso, a saída para suas casas é urgente”, reforçou Leida. 

“Tivemos a oportunidade de apresentar para o Conselho as instalações do Hospital, com foco principal nos pacientes que estão ainda internados aqui, remanescentes do Hospital Colônia, Hospital Psiquiátrico. Foi uma visita muito importante para a gente ter a visão do Conselho sobre a a Política de Saúde Mental do Estado”, sintetizou Renato. 

 “Esse momento representou uma importante oportunidade de diálogo, escuta qualificada e acompanhamento direto das condições de cuidado ofertadas, reforçando o compromisso do controle social com a garantia de direitos, a transparência e o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental no âmbito do SUS”, enalteceu Gustavo.  
 
” A desinstitucionalização dos últimos dezesseis moradores do CHPB representa um marco na história da saúde pública em Minas Gerais como também do Brasil. Não se trata de uma reparação, mas, sim de proporcionar dignidade e oportunidade de estarem fora dos muros de um hospital, no seio da sociedade”, reforça Claudinei.  

41 total views, 4 views today

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Accessibility