No dia 29 de abril, o Ministério da Saúde realizou, em Belo Horizonte, a etapa estadual do “Fórum de Mulheres na Saúde”, com o apoio e a mobilização do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais. O evento abriu espaço para o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das políticas públicas de saúde voltadas às mulheres.
Na abertura, foi exibido um documentário sobre o Implanon, novo método contraceptivo disponível no SUS. Em seguida, ocorreu uma dinâmica em grupos, na qual as participantes se dividiram para debater desafios relacionados à saúde das mulheres, como o acesso à contracepção, ao planejamento reprodutivo e a violência, além de seus impactos na saúde. As contribuições foram registradas para subsidiar os encaminhamentos do encontro.
O Ministério da Saúde também apresentou uma exposição sobre os direitos e a saúde das mulheres, abordando temas como mortalidade materna, menopausa e climatério.
A presidenta do CES-MG, Lourdes Machado, esteve presente ao lado de conselheiros e conselheiras, participando das dinâmicas e contribuindo para o debate sobre políticas públicas integrais voltadas à saúde das mulheres, com foco na ampliação da participação social. Embora sejam a maioria das usuárias do sistema, as mulheres ainda enfrentam desigualdades estruturais de gênero, raça e classe.
A conselheira do CES-MG, integrante da Comissão Intersetorial de Saúde das Mulheres (CISMU) e vice-gestora da Rede de Enfrentamento à Violência de Gênero contra as Mulheres e Meninas de Minas Gerais (REDEMG), Glaucia Batista, integrou a mesa de encerramento, na qual foram realizados os encaminhamentos do encontro e apresentada a proposta de criação de um Fórum Estadual de Saúde das Mulheres.
Em sua fala, Glaucia destacou como prioridades a importância da educação permanente na formação de trabalhadoras e trabalhadores da saúde, especialmente para o atendimento às demandas de saúde sexual e reprodutiva e à abordagem de mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.
Ela também ressaltou a escassez de Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, responsáveis pela coleta de materiais em casos de violência sexual, fundamentais para a responsabilização dos agressores e o enfrentamento da impunidade.
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