Conselho de Saúde do Hospital João Paulo II debate proposta de fusão de hospitais da Rede Fhemig

por André Barros (Estagiário de Jornalismo/CES-MG)

CES-MG destacou a importância de ter transparência nas informações e registro dessa proposta para todas e todos

Na última sexta feira (31), foi realizada reunião do Conselho de Saúde do Hospital João Paulo II, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte/MG. A reunião contou com a presença Ederson Alves da Silva (CUT-MG) e de Renato Barros (Sind-Saúde MG), vice-presidente e 1º secretário do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG). Na pauta, o projeto de fusão de hospitais da Fhemig e a criação do Complexo de Urgência e Emergência do Estado de Minas Gerais.

A reunião foi apresentada pela presidente do Conselho, Larissa Furtado da Costa, que passou a palavra para o diretor do Hospital João XXIII, Frederico Bruzzi de Carvalho. Ele explicou aos presentes que a fusão da rede Fhemig facilitaria o atendimento geral dos pacientes, com mais agilidade e rapidez. “A criação do complexo de urgência visa melhorar o desenho de uma estrutura hospitalar, preservar identidades de cada uma das entidades e redesenhar o sistema”, disse. Ele ainda destacou que entre 70% a 75% da verba do hospital é fixa, para pagamentos de funcionários e manutenção de equipamentos.

Equipes de saúde, presentes em massa na reunião, questionaram a proposta, sendo que, na visão deles que estão na frente dos serviços de saúde, não existe prioridade no Hospital João XXIII de atendimento aos pacientes infantis e adolescentes que são atendidos no Hospital Infantil João Paulo II. Além disso, as equipes destacaram que as cenas de atendimentos de vítimas de urgência e emergência são muito agressivas para o olhar infantil.

Foto: André Barros

A Fundação  

A Fhemig é uma das maiores gestoras de hospitais públicos do país e abrange diversas especialidades de serviços hospitalares prestados à comunidade. O Hospital Infantil João Paulo II é referência em atendimento médico em urgências pediátricas, mas segundo as trabalhadoras e os trabalhadores, ainda persiste a falta de funcionárias e funcionários em diversas situações.  

Ederson Alves da Silva, explicou a importância de ter transparências nas informações e registro dessa proposta para todas e todos, desde as trabalhadoras e trabalhadores, usuárias e usuários e famílias. “Precisamos da proposta da junção da rede Fhemig por escrito, para podermos avaliar de forma mais cautelosa, solicitando aos profissionais da área da saúde um parecer, para saber quais os impactos, pois se for positivo vamos abraçar. O objetivo é apenas um: melhorar a saúde”, concluiu o vice-presidente do CES-MG.

A representante da gestão da Fhemig se comprometeu a enviar aos presentes, a proposta escrita da fusão.

Foto: André Barros

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