Em audiência pública realizada no dia 17 de dezembro, em Congonhas, foram discutidos os impactos ambientais decorrentes das atividades minerárias da futura instalação da Pilha de Rejeito e Estéril Guariba, localizada no município citado e em e Ouro Preto. Denominado “Projeto Guariba”, da Ferro+ Mineração S.A, contempla ampliação da área de disposição de estéril e rejeitos produzidos no complexo minerário atualmente licenciado.
A presidenta do Conselho Estadual de Saúde (CES/MG), Lourdes Machado, participou do encontro, realizado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e mineradora. Conforme deliberação normativa da Fundação, o CES teve garantido os 3 minutos de fala para os presentes. “Nestas audiências há de ser assegurada a efetiva participação do controle social, conforme regem legislações de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde. Afinal, os impactos ambientais decorrentes de atividades minerárias interferem direta e significativamente na saúde da população”, elucidou Lourdes.
Consequências
As pilhas de rejeito e de estéril da mineração representam riscos à saúde principalmente pela contaminação do solo e da água com metais pesados, como chumbo, mercúrio e cádmio, incluindo risco grave de acidentes.
Os impactos na saúde estão ligados à exposição a substâncias tóxicas e aos riscos de segurança estrutural. As pilhas podem conter metais pesados e outras substâncias químicas. Os materiais contaminantes destas podem infiltrar no solo e atingir lençóis freáticos e corpos d’água, entrando na cadeia alimentar. A exposição a esses metais pode causar uma série de problemas de saúde, incluindo danos ao sistema nervoso central, problemas renais e hepáticos, doenças respiratórias, câncer e mutações genéticas, dentre outros.
“Isto, sem falar na ansiedade e depressão por viver próximo a uma pilha de rejeitos, que pode romper causando deslizamentos de terra que soterram comunidades, propriedades e fontes de água”, finalizou Lourdes.
36 total views, 1 views today
