
Embora tenha recebido investimentos superiores a R$ 1,3 milhão para reforma do bloco obstétrico, a Maternidade Odete Valadares segue precisando de melhorias. Essa foi uma das principais constatações feitas durante a visita técnica realizada nesta quinta-feira (14/5/26) pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A convite da Casa Legislativa, acompanhou a verificação a conselheira do Conselho Estadual de Saúde (CES/MG), Érika Mendes. “Vimos uma estrutura que, apesar de revitalizada, sofre com o sucateamento. No bloco pré-parto, parto e pós-parto (PPP), há uma banheira instalada desde dezembro que nunca funcionou por falta de fiscalização. A gestão local é extremamente limitada pelos entraves da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), que precariza o serviço, terceiriza áreas essenciais e não oferece salários dignos”, pontuou.
Érika ainda rebateu a justificativa comum de escassez de especialistas. “Se faltam anestesistas e pediatras no mercado, mas pelas péssimas condições oferecidas pelo Estado. A maternidade é referência nacional em alto risco e possui um corpo clínico de excelência, que precisa de valorização”.
A conselheira reconheceu problemas estruturais como o alojamento da enfermagem. A iluminação muito forte para mulheres em trabalho de parto, mas muito fraca para profissionais também foi um aspecto apontado.
A visita técnica foi realizada a pedido da deputada Ana Paula Siqueira. Segundo a mesma, a partir de agora, o encaminhamento vai ser a produção de relatório técnico com os apontamentos feitos. Também pretende pedir a revisão das cesáreas, monitorar a apuração das denúncias e acompanhar as intervenções de melhorias a serem realizadas no laboratório e no bloco obstétrico.
Vale lembrar que as denúncias de sucateamento na rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) envolvem deficiências estruturais, falhas em sistemas de gestão e fechamento de unidades hospitalares, sendo alvo de investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas.
(Com informações do Sinmed-MG e ALMG/ Fotos: ALMG)
22 total views, 5 views today
