Audiência pública debate assistência farmacêutica no Estado

Audiência Farmacêutica

Audiência pública debate assistência farmacêutica no Estado

Voltada para a situação atual da assistência farmacêutica da rede pública em Minas Gerais, foi realizada nesta quarta-feira (22/06) uma audiência da Comissão da Saúde na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG. Representantes de diversas famílias, entidades e associações denunciaram o atraso no repasse de recursos e na distribuição de remédios em todo o Estado, além de outras questões sobre o assunto abordado.

A sessão, que foi solicitada pelo presidente da Comissão, deputado Arlen Santiago, foi uma oportunidade de expor diferentes exemplos da situação da saúde pública em Minas, dando voz àqueles que utilizam ou trabalham de forma mais direta no SUS. Considerando que a crise da saúde não está restrita ao Estado e, sim, é um problema nacional, foi pontuada a crise em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Dessa forma, foi criticado também o impasse atual entre Estado e o governo federal, sendo que é necessário buscar parcerias para o repasse de recursos para Minas Gerais.

Representando o Conselho Estadual de Saúde (CES-MG), Lourdes Machado (CRP-MG) apontou outro viés para a questão da saúde: o excesso de medicalização, salientando que o excesso do uso de medicamentos deixa cada vez mais evidente a aproximação da medicina com a indústria farmacêutica. “No Brasil, temos um processo patologizante e medicalizante, onde tudo é considerado doença”. Lourdes ainda citou que o Clonazepan é o segundo medicamento mais vendido no Brasil. Cita que a Ritalina, apelidada de “droga da obediência”, tem o mesmo mecanismo de ação das anfetaminas e a cocaína.

Foram criticados também os gastos com publicidade, em um momento onde a economia é tão defendida pelos gestores públicos. Maria Juliana de Oliveira Silveira, presidente da ONG Menkes Brasil e coordenadora da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves, mencionou que não dá para usar a crise econômica que o país enfrenta para justificar a dificuldade no repasse de verbas, uma vez que a saúde é fundamental para a vida. “O município culpa o Estado, que culpa a economia mundial e a crise”.

Por outro lado, o superintendente de Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), Homero Souza Filho, ressaltou os avanços obtidos na área. O gestor citou que hoje existem 40 remédios em falta no Estado. No ano anterior, esse número era de 165. Ainda assim, há muito que fazer na assistência farmacêutica em Minas.

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