Risco de variante reforça a importância da vacinação e medidas preventivas contra a covid-19

O Ministério da Saúde emitiu na última sexta-feira (26/11), um comunicado de risco sobre a variante Ômicron. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a variante como “variante de preocupação”. Esta classificação é adotada quando a variante oferece maior risco à saúde pública. O que se sabe é que a variante Ômicron (B.1.1.529) foi identificada no dia 23 de novembro de 2021 na África do Sul e dois dias depois foi emitido um alerta sobre nova linhagem que contém mais de 30 mutações na proteína Spike, que é a principal proteína do SARS-CoV-2 (covid-19), que é o alvo principal das respostas imunológicas dos organismos.

O comunicado da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde “tem como objetivo apoiar na divulgação rápida e eficaz de conhecimentos às populações, parceiros e partes intervenientes possibilitando o acesso às informações fidedignas que possam apoiar nos diálogos para tomada de medidas de proteção e controle em situações de emergência em saúde pública”.

A Mesa Diretora do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) está acompanhando o cenário e em reunião com a área técnica da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) foi informado que novas cepas são continuamente monitoradas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Quanto à Ômicron não se sabe ainda se ela escapa da proteção da vacina ou se haverá casos mais graves. O fato é que as variantes surgem em países com pouca vacinação, que leva à multiplicação viral. Por isso a vacinação é tão importante e atua como um bem imaterial da população.

De acordo com o comunicado, até o presente momento, nenhum caso da variante foi identificado no Brasil. Entretanto, a SES-MG acompanha o caso de uma mulher internada em Belo Horizonte que passou pelo Congo – país que não está entre os que têm restrição de viagem para o Brasil – e testou positivo para covid-19. Um teste foi realizado com o intuito de verificar se a paciente está infectada pela variante Ômicron, linhagem B.1.1.529 e encaminhado à Fundação Ezequiel Dias. O comunicado do Ministério da Saúde reforça que “estar vigilante é fundamental, a partir de mudanças epidemiológicas ou resposta vacinal pelos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) locais e CIEVS Nacional acompanhando a incidência nos países”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou medidas restritivas em decorrência da nova variante Ômicron para  viajantes com passagem pela África do Sul, Angola, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Zambia e Zimbábue nos últimos 14 dias. 

Medida de prevenção e controle

O comunicado do Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação da população. Pessoas que ainda não tomaram a segunda dose devem estar atentas e completar o esquema vacinal.  As medidas de prevenção e controle para SARS-CoV-2 (covid-19) continuam as mesmas para a população, profissionais de saúde e vigilâncias. Entre as medidas indicadas estão as não farmacológicas, como distanciamento social, etiqueta respiratória e de higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes e isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas. Estas medidas devem ser utilizadas de forma integrada, a fim de controlar a transmissão da covid-19 e suas variantes.

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