Controle Social cobra mudança de postura da SES/MG

O Controle Social, na última reunião ordinária do CESMG em 2017, no dia 11, cobrou soluções e estratégias para o enfrentamento dos problemas na saúde.

Que o Brasil sofre com uma grave crise econômica, mas não só, em todas as esferas administrativas não é novidade. Todos os dias somos lembrados disso, pelas diversas mídias e nas conversas cotidianas. Por isso, o Controle Social cobrou da SES/MG postura diferente da adotada até aqui. Como em outras ocasiões, ao apresentar balanço da saúde no Estado na última reunião ordinária do CESMG em 2017, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) bateu na tecla dos problemas financeiros para justificar falhas na entrega dos serviços e equipamentos de saúde.

Entretanto, na avaliação de conselheiros e conselheiras estaduais de saúde, essa página precisa ser virada. Ciente do cenário econômico desfavorável, a SES/MG deve apontar soluções e estratégias para a manutenção da qualidade dos serviços de saúde no Estado, ao invés de se apoiar na crise para responder aos questionamentos. A conselheira Maria Nazaré dos Anjos deu o recado. “Que o Estado não tem dinheiro eu estou cansada de saber, nós estamos cansados de ver. Queremos planejamento para resolver o que tem que ser resolvido. A gente tem que discutir estratégias diante do contexto, o resto é balela”, afirmou. Entre outras demandas, a falta de medicamentos foi a mais lembrada durante a reunião.

Avaliação do curso de qualificação é positiva

Apesar da dificuldade de mobilização, o curso de qualificação de conselheiras e conselheiros municipais de saúde, aberto também aos movimentos sociais, recebeu avaliação positiva dos participantes. Representando a parceira do CESMG no curso, a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG), Oelde Costa Filho expôs os números da iniciativa até o momento, em que foram realizadas cinco turmas.

A taxa de comparecimento dos inscritos às aulas é uma preocupação constante, uma vez que há investimento público envolvido na execução do projeto e a necessidade de prestar contas aos órgãos de controle. Belo Horizonte sediou duas turmas diagnóstico, em que os docentes eram voluntários: na primeira, foram 23 inscritos e 16 alunos; na segunda, os números subiram para 36 e 23, respectivamente. Já em Sete Lagoas, a primeira turma realizada com docentes contratados, 45 pessoas se inscreveram e 37 apareceram, com uma boa taxa de aproveitamento. No momento em que acontecia a reunião ordinária, Passos e Divinópolis recebiam o curso: 30 inscritos e 20 alunos, no primeiro município; 45 inscritos e 28 frequentes, no segundo. Os dados destes municípios eram provisórios.

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A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Permanente, Adriana Fernandes Carajá (Sindicato dos Enfermeiros) relembrou algumas dificuldades. “Precisamos cobrar dos gestores que custeiem as diárias dos conselheiros e das conselheiras, um direito nosso, para garantir a plena participação. Muitas vezes arcam somente com o transporte, sem pagar hospedagem e alimentação”, pontuou. Como uma alternativa, sugeriu solicitar à Controladoria Geral do Estado que envie e-mail pedindo explicações aos Conselhos Municipais de Saúde para a baixa adesão.

Mesmo com as adversidades, a execução do curso tem obtido êxito. Segundo Oelde, numa escala que varia até 100, o resultado médio da avaliação do curso pelos participantes chegou a 92, observando os seguintes quesitos: docentes, metodologia/didática e instituição.

Por enquanto, 43 municípios foram contemplados, capacitando cerca de três conselheiros por cidade. A meta é qualificar até 3500 conselheiros ao final do projeto. “Temos dificuldade financeiras e de mobilização nos municípios, o problema não é a qualidade. Nosso compromisso é difícil, mas esse curso é inovador e precisa ser valorizado”, colocou Adriana Carajá. Para ela, a ESP-MG deve ser prioridade nas iniciativas de capacitação e objeto de prestígio, como parte da estrutura do Estado.

Prêmio José Carlos Machado tem vencedores anunciados

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Foram apenas três inscritos e vencedores: Belo Horizonte, Itabirito e Barbacena. Pela região Centro, Belo Horizonte ficou com o primeiro lugar, conquistando o incentivo de 35 mil reais, e Itabirito em segundo, ganhando 25 mil reais. Na região Centro-Sul, Barbacena alcançou o topo.

Para outras edições, o Prêmio deve ser reformulado, visando alcançar maior participação. Em breve, as iniciativas vencedoras serão compartilhadas com todos os municípios mineiros.

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