Janeiro Roxo propõe conscientização sobre a Hanseníase

Brasil é o segundo país no mundo com mais casos notificados da doença

por Sílvia Amâncio (ASCOM/CES-MG)

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro para a conscientização sobre a hanseníase e a cor roxa para pontuar as campanhas educativas sobre a doença que ainda é vista com muito preconceito e desinformação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em segundo lugar em número de casos (perdendo apenas para a Índia), concentrando 90% dos registros nas Américas.

A hanseníase é uma doença infecciosa, transmitida através da respiração, de evolução crônica, causada pelo microorganismo Mycobacterium leprae, que lesiona principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica, fatores que implicam diretamente na grande incidência de casos nos países subdesenvolvidos.

A boa notícia é que a hanseníase tem cura e o tratamento está disponível nas unidades de saúde pública pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Minas Gerais, a Coordenação Estadual de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), elaborou o Plano de Enfretamento da Hanseníase 2018-2021, em parceria com várias Instituições com o objetivo de propor a criação de políticas públicas para o enfrentamento da doença no Estado.


Já no Controle Social no SUS, o Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) conta em sua composição com quatro membros (titulares e suplentes) do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), organização da sociedade civil que reivindica melhorias nas políticas públicas de saúde e assistência para as pessoas com a doença, não só quanto ao diagnóstico precoce, como também no tratamento das complicações e sequelas que a doença pode deixar.

Saiba mais sobre a hanseníase: www.saude.mg.gov.br/hanseniase

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