Disponibilidade de oxigênio e kits de intubação é preocupação em Minas

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, participou da 106º reunião extraordinária do pleno do Conselho Estadual de Saúde (CES-MG), realizada no dia 29/03, a primeira como conselheiro de Saúde. Na pauta estava a situação epidemiológica da covid-19 no momento critico vivido pelo sistema de saúde em Minas Gerais. As áreas técnicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) apresentaram o detalhamento sobre a adoção da Onda Roxa; disponibilidade dos leitos nas regiões; panorama da vacinação contra a covid-19; e suspensão das cirurgias eletivas. O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO-Saúde), Luciano Moreira de Oliveira, também participou da reunião.

Sobre a situação epidemiológica do estado, Fábio Baccheretti explicou que as regiões que mais preocupam no momento são Vale do Aço, Oeste e Leste. De acordo com o secretário a expectativa é de que o aumento de leitos nos hospitais e a adoção da Onda Roxa diminuam o número de casos de covid-19. A região Centro também tem sido uma preocupação, por isso foram abertos mais 33 leitos em hospitais de grande porte, com expectativa de novas vagas no Hospital Júlia Kubitschek, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG). Há ainda um pacote de ações que está sendo avaliado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), como a antecipação de feriados.

Em sua fala, o secretário chamou atenção para a preocupação logística com o fornecimento de oxigênio para as unidades de saúde. Segundo ele, um leito de UTI com uma pessoa entubada gasta cerca de seis cilindros de oxigênio por dia. Para ajudar a SES-MG irá publicar nesta semana uma resolução para qualificar a troca de cilindros por tanques de oxigênio. Em relação ao kit intubação, o Ministério da Saúde encaminhou estoque que deve ter a duração de 5 ou 7 dias. Os municípios são orientados a fazer um acompanhamento rigoroso do estoque e a fiscalização para o controle será aprovada em normativa da Comissão Intergestora Bipartite (CIB-MG), proporcionando o reabastecimento adequado. Quanto ao Controle Social, Baccheretti ressaltou que o papel de cobrar dos municípios ações locais para enfrentamento da pandemia produz resultados como os que podem ser observados em Patos de Minas, com a queda no número de casos.  

Vacinação

Minas já recebeu a décima remessa do Programa Nacional de Imunização (PNI), sendo que a última, recebida na sexta-feira (26/03) foi distribuída no dia seguinte e, assim, o estado pode ampliar a campanha de imunização. Os resultados já são sentidos com a queda nos casos de internação de pacientes acima de 85 anos. “A vacinação é um sucesso em relação à diminuição do registro de casos graves e tem sido bem aceita pela sociedade e, com isso, teremos a diminuição de ocupação de leitos”, afirmou o secretário.”

O promotor Luciano Moreira de Oliveira falou da preocupação com o monitoramento da migração dos municípios que estão na Onda Roxa para a Onda Vermelha, disponibilidade de oxigênio e de kits de intubação. “A situação do oxigênio preocupa e, por isso, foi encaminhado um requerimento extraordinário com orientações importantes para enfrentamento da pandemia e aguarda reposta da SES-MG”.

Durante as intervenções e perguntas, conselheiras e conselheiros puderam saber mais detalhes sobre a atuação do governo estadual em ações de apoio aos municípios na fiscalização; incremento de leitos e modernização dos prédios onde os hospitais da FHEMIG estão instalados; contratação de profissionais de saúde; compra de respiradores e redistribuição de equipamentos; números da pandemia no estado.

As ações especializadas da SES-MG foram apresentadas pelas áreas técnicas e trouxeram informações sobre o acesso aos leitos dentro do próprio território e leitos de retaguarda na macrorregições, incentivos financeiros para hospitais e custeio para abertura de novos leitos para covid-19.

Sobre a suspensão de cirurgias eletivas, a SES-MG informou que os insumos são compartilhados entre procedimentos, com a demanda acima da capacidade de resposta, é preciso que os estabelecimentos de saúde não realizem cirurgias eletivos. A Secretaria já trabalha com estratégias alinhadas para dar vazão aos procedimentos eletivos no pós-covid. A Resolução 7940, de 16/03/2021, suspende os procedimentos até o 02/04 e deve ser revisada de acordo com indicadores epidemiológicos e assistenciais e de assistência farmacêutica, com aprovação do Comitê Extraordinário Operações de Emergência em Saúde (COES).

Como encaminhamento da reunião, foi solicitado à SES-MG se posicionar sobre o fato de alguns municípios estarem indicando o tratamento precoce para covid-19.

A gravação da 106ª Reunião Extraordinária do CES-MG está disponível aqui.

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