CNS e CES-MG avaliam implementação das propostas da 2° Conferência Nacional de Saúde das Mulheres

Fernanda Coelho e Marília Oliveira, 1ª e 2ª diretoras de Comunicação e Informação do SUS, respectivamente, representação de mulheres na Mesa Diretora e a coordenadora da Plenária de Saúde das Mulheres do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG), Gláucia de Fátima Batista, reuniram-se de forma remota, no dia 19/8, atendendo a um chamado do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de organizar a plenária mineira, que deve acontecer virtualmente em todos os estados e no Distrito Federal para avaliar a implementação das propostas da 2° Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (2ª CNSMU).

O objetivo do CNS é obter um cenário das ações implementadas para a garantia da atenção integral à saúde das mulheres, a partir da realidade local e das proposições indicadas e aprovadas na 2ª CNSMu, e no caso de Minas Gerais, da 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres, destacando a necessidade de fortalecer o Controle Social e consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em uma segunda reunião realizada no dia 23, a secretária-geral do CES-MG, Lourdes Machado, juntou-se às conselheiras estaduais Fernanda, Marília e Gláucia para o encontro da Comissão Intersestorial de Saúde da Mulher (CISMU) do CNS, com o objetivo de alinhar a participação e mobilização dos Conselhos de Saúde e construir o calendário de realização dos seminários estaduais e avaliar a implementação das propostas aprovadas na 2ª CNSMu.

O momento, que reuniu conselheiras representantes de conselhos de Saúde de todo o país, contou também com uma rodada de apresentação de gargalos assistenciais na atenção à saúde das mulheres nos estados, referentes às barreiras enfrentadas durante a pandemia de covid-19.

Para a coordenadora da CISMU e representante do CNS, Vanja Andreia, estas reuniões possibilitam uma união em favor à saúde das mulheres. “É um balanço nacional para que possamos agir mais e cobrar”, pontuou, e acrescentou que teme que as mulheres possam ser silenciadas por um poder patriarcal.

Houve também avalições de avanços e retrocessos das Comissões Intersestoriais desde a 2ª CNSMu, realizada em 2017. Em alguns estados não há CISMU ou existem vazios assistenciais. Gláucia expos a importância da retomada da Maternidade Leonina Leonor em Minas Gerais, que irá oferecer atendimento às mulheres de acordo necessidades e direitos.  “Esse momento é crucial de que a gente mobilize as mulheres para esta luta”, disse.

O debate também contou com a presença do presidente do CNS, Fernando Pigatto, ressaltando a importância de resgatar as propostas da 2° Conferência, pois o momento exige reafirmação das conquistas coletivas. Para ele, essas conquistas estão sendo ameaçadas por governos que não entendem a importância de políticas de Estado consolidadas. “Estou me referindo a todas as conquistas que tivemos neste último período que estão sendo ameaçadas, muitas delas retiradas sem a menor cerimônia, passando por cima de construções coletivas”, enfatizou.

Seminários estaduais

Para sanar gargalos existentes na saúde das mulheres em todo o Brasil os conselhos estaduais realizarão seminários com conselheiras e outras representantes do controle social. No dia 7/10 será a vez do CES-MG realizar uma Plenária Estadual de Mulheres junto com a Comissão Intersestorial de Saúde da Mulher (CISMU) de Minas Gerais para discutir os direitos das mulheres no SUS e as propostas da conferência. Foi encaminhado um pedido de inserção da temática na próxima reunião ordinária do CES-MG em setembro.

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