Plenária reúne conselhos de cinco macrorregões para debater a realização de conferências e atuação na pandemia

Apresentação do cenário epidemiológico e a evolução da vacinação no Triângulo Sul, Sul, Oeste, Leste do Sul e Centro-Sul promoveu diálogo de conselhos municipais com o CES-MG e a área técnica da SES-MG

O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) realizou, no dia 24/06, uma Plenária Regional  virtual que reuniu as macrorregiões Triângulo Sul, Sul, Oeste, Leste do Sul e Centro-Sul. Participaram da plenária os municípios de Itajubá, Iturama, Pocrane, Planura, Alfenas, Delfim Moreira, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Resende Costa, Guaxupé, Alterosa, Papagaios, Ouro Branco, Santo Antônio do Amparo, São João Del Rei, Araxá, Casa Grande, Abre Campo, Itatiaiuçu, Onça de Pitangui, Conceição do Pará, Pirajuba, Varginha, Bueno Brandão, Raul Soares, São Roque de Minas, Desterro de Entre Rios, Ubá, Viçosa, Extrema, Amparo do Serra, Pará de Minas, Lafaiete, Barbacena, São Lourenço, Bueno Brandão, Alterosa, Perdizes e São Lourenço.  Na pauta, foi discutida a avaliação da atuação dos conselhos municipais de Saúde no período da pandemia de covid-19; a realização de Conferências Municipais de Saúde; e uma apresentação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) sobre o panorama da covid-19, vacinação e disponibilidade de leitos nas regiões.

O vice-presidente do CES-MG, Ederson Alves, disse que 2021 é um ano de conferências municipais para elaboração do Plano Municipal de Saúde. A expectativa era de que fosse presencial, mas, neste momento, ainda não é possível devido ao cenário epidemiológico do estado. “O CES-MG e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems) fez um amplo debate, incluindo a possibilidade de se fazer conferências virtuais, mas levamos em consideração que essa alternativa prejudicaria a participação de usuárias e usuários, o que poderia resultar em conferências cartoriais e muitos conselhos não conseguem se reunir por causa de problemas de acesso a internet”, destacou. O CES-MG deliberou junto ao Cosems recomendando considerar o Plano Municipal de Saúde vigente e formar uma comissão paritária em cada Conselho Municipal de Saúde para analisar propostas que não foram executadas, remetendo ao pleno para avaliar essas propostas. “Em 2022, as Secretarias devem avaliar os instrumentos de gestão. A expectativa é de que em 2022 possamos fazer as conferências com uma ampla avaliação da Saúde nos municípios mineiros”, espera Ederson.

A 1ª diretora de Comunicação do CES-MG, Fernanda Coelho, disse ser importante garantir a participação paritária nessa comissão, pois 50% são usuárias e usuários e a 2ª diretora de Comunicação Marília Oliveira acrescentou que o Controle Social é construído com participação.

Dentre as falas de participantes, Thadeu Miranda e Maria Goretti, representantes do Conselho Municipal de Saúde de Itajubá, destacaram que a resolução do CES-MG orientando sobre a realização das conferências foi propícia para nortear os conselhos. “É importante ter documentos para respaldar os conselhos. Este ano não teremos conferências devido à condição epidemiológica na região macro sul, que não é favorável”, disse Goretti. A representante destacou ainda que quanto ao Plano Municipal de Saúde, os indicadores estão passando por problemas, pois devido à pandemia, as equipes estão consumidas pela vacinação. “Quanto às metas, vimos o quanto fomos prejudicadas em 2020 e 2021 elas precisam ser revistas”.

Atuação dos conselhos

A plenária dedicou um momento à escuta de representantes de conselhos municipais sobre a atuação, desafios e experiências bem-sucedidas durante a pandemia. A secretária geral do CES-MG, Lourdes Machado, falou sobre as ações de incentivo à criação das Comissões Municipais de Reforma Psiquiátrica.

João Bosco, representante do Conselho Municipal de Alfenas, denunciou que o prefeito encaminhou à câmara municipal a criação de um novo Conselho, sendo que o CMS é atuante e existe há 29 anos. “O prefeito mandou para a Câmara uma proposta de ter um novo Conselho e o projeto foi aprovado. Estamos sem saber o que fazer”, acrescentou pedindo ajuda do CES-MG. O vice-presidente do CES-MG, Ederson o garantiu em que o CES dará o suporte que o município necessita e, se necessário, irá acionar o Ministério Público.

Situação epidemiológica

A assessora da Superintendência de Redes, Fernanda Pereira, a coordenadora da Coordenação do Programa Estadual de Imunização, Josiane Gusmão apresentaram dados e informações sobre a grade hospitalar e disponibilidade de leitos de UTI, clínicos e retaguarda não-covid , municípios com maior incidência de óbitos, possibilidade de ampliação de leitos, números da vacinação contra a covid-19 e a situação epidemiólogica das macrorregiões Triângulo Sul, Sul, Oeste, Leste do Sul e Centro-Sul.

No momento Minas se encontra na onda vermelha e apenas duas regiões estão na onda amarela, o que mostra uma situação crítica. A técnica Fernanda Pereira observou que as cidades pequenas são as que mais estão registrando óbitos.

Para assistir à plenária na integra, clique aqui.

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